:: ele faz o pino ::não falo francês, mas beijo como eles. | ||||||||||||||||||||||||||||||
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:: sexta-feira, setembro 13, 2002 :: devido à impossibilidade de manutenção deste blog (e do infiel) - por causa de um problema com o blogger em relação ao meu login -, mudei-me para o Nocturno 76 atenção! isto não é o fim deste blog nem do infiel mas, até as coisas estarem resolvidas, estou no outro. em caso de regresso, avisarei no outro blog.:: sexta-feira, setembro 06, 2002 :: ainda com Mani::: quinta-feira, setembro 05, 2002 :: Mani, sobre a participação de Kate Moss no último disco dos Primal Scream::: terça-feira, julho 16, 2002 :: São os mortos quem governa. Repara só, homem, como nos impôem a sua vontade! Quem fez as leis? Os mortos! Quem fez os costumes a que obedecemos e que moldam e delimitam as nossas vidas? E os títulos de posse das nossas terras? Não foram os mortos que no-los legaram? Se um agrimensor traça uma linha, vai começar num canto marcado pelos mortos; e se alguém recorre aos tribunais sobre alguma questão, o juíz folheia os seus livros antigos até descobrir como os mortos a resolveram - e segue essa solução. E todos os escritores, quando querem dar peso e autoridade às suas opiniões, citam os mortos; e os oradores que pregam e discursam - não têm a boca cheia de palavras proferidas pelos mortos? Não há dúvida, homem, as nossas vidas correm por sulcos que os mortos cavaram com as unhas dos polegares!:: sábado, julho 13, 2002 :: é agradável a vida do filho-da-puta? É certo que há filhos-da-puta que estão convencidos que levam uma vida agradável, filhos-da-puta normalmente preocupados em frequentar com assiduidade lugares de diversão e de recreio, no entanto, justamente porque estão preocupados em frequentar esses lugares, mesmo aí os filhos-da-puta não conseguem sentir aquela despreocupação que só conseguiriam sentir se não fossem filhos-da-puta. Se o filho-da-puta vai comer fora, passa o tempo lembrando outras comidas noutros lugares com outros filhos-da-puta, e desse modo come preocupadamente e preocupando os outros, lembrando que se pode comer melhor e que ele já comeu melhor. Se o filho-da-puta vai a um espectáculo, não vai para satisfazer uma necessidade de recreio e diversão, dado que o filho-da-puta não tem necessidades dessas; o filho-da-puta vai porque ir faz parte das suas ocupações, faz parte das suas obrigações de filho-da-puta, vai para mostrar que foi, que cumpriu a sua obrigação, e vai para ver, para controlar se os outros foram, se cumpriram a sua obrigação de ir aonde os filhos-da-puta entendem que se deve ir. O filho-da-puta vai e procura com os olhos e procura com os ouvidos os que acha que deviam ir, e preocupa-se com os que estão e com os que não estão, preocupa-se com o lugar em que estão os que estão e com o modo como estão, e preocupa-se com os que não estão, e pergunta sempre com ar admirado e levemente reprovador “se alguém não está”, “se alguém não esteve”, “se alguém faltou e porquê”, “porque faltou”, “em que ocupou o tempo”, quem não ocupou o tempo como o filho-da-puta entende que devia ter sido ocupado o tempo. Por isso, nos lugares de diversão e recreio, o filho-da-puta nunca se diverte realmente, nada o satisfaz verdadeiramente, tem sempre o que tem, e faz sempre o que faz, não tanto para se satisfazer, como sobretudo para mostrar que tem e que faz, o que tem e o que faz, a quem não tem e a quem não faz. E se assim é, uma vez mais tudo leva a crer que ser filho-da-puta não compensa. Ser filho-da-puta não é solução mas necessidade, um remedeio que atrasa a vida dos outros sem adiantar a própria, ou adiantando-a só aparentemente. E justamente por isso há não só filhos-da-puta a viver em palacetes como filhos-da-puta a morar em barracas; filhos-da-puta que nunca saem de casa com mau tempo e outros cuja missão os obriga a arrostar com todos os temporais; filhos-da-puta que prosperam a mendigar e outros que definham a dar a juros; e filhos-da-puta que fazem férias todo o ano e outros nunca. Na verdade, não há razão para ter inveja do filho-da-puta, mesmo porque a inveja é o quarto traço distintivo e identificativo do filho-da-puta. O filho-da-puta vive preocupado, roído de inveja; o desejo do filho-da-puta é que ninguém tivesse nunca nada de novo, de belo, de agradável, porque isso dá satisfação a quem o tem; que ninguém fizesse nunca nada de novo, de belo, de agradável, porque tudo isso o irrita, e tudo isso o irrita porque ele não é capaz de fazer nada disso. O filho-da-puta só é capaz de fazer o que é capaz de fazer um filho-da-puta, e por isso tudo quanto os outros fazem o inquieta e preocupa. Por isso também o filho-da-puta gosta de dizer mal de tudo quanto é novo, belo e agradável, gosta de dizer mal e de se pôr em dúvida, gosta de rebaixar, de destruir todo quanto é novo, belo e agradável, gosta de lançar a desconfiança, a suspeita sobre tudo quanto é novo, belo e agradável, gosta de abalar, de estragar, de não deixar fazer tudo quanto é novo, velo e agradável. O lema do filho-da-puta é que nada se perca, que nada se crie, que nada se transforme.:: terça-feira, julho 09, 2002 :: Can - Soon Over Babaluma:: quinta-feira, julho 04, 2002 :: o blog está temporariamente suspenso. voltará à circulação habitual - habitual, antes de ter ficado amuado -, algures num dia deste mês. até lá, fiquem agarrados.
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