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:: sexta-feira, setembro 13, 2002 ::

devido à impossibilidade de manutenção deste blog (e do infiel) - por causa de um problema com o blogger em relação ao meu login -, mudei-me para o Nocturno 76 atenção! isto não é o fim deste blog nem do infiel mas, até as coisas estarem resolvidas, estou no outro. em caso de regresso, avisarei no outro blog.

e agora algo importante:

A Puta Da Subjectividade é uma publicação online centrada em música independente e periférica.
Propômo-nos a divulgar música que consideramos relevante, distribuída ou não em Portugal. Pretendemos adoptar uma abordagem pura, apaixonada, honesta, despretensiosa e realista, em relação às obras e ao que sabemos.
Não temos interesses comerciais.
Vamos abordar discos novos, discos antigos, artigos de fundo, dissertações e contacto directo com os artistas, sempre com transparência para o leitor.


Por uma Puta de borla!


Ass. Redacção de A Puta Da Subjectividade (Setembro, 2002)

:: andr� 03:07 [+] ::
...
:: sexta-feira, setembro 06, 2002 ::
ainda com Mani:

How did the scootering scene affect your musical education back in the days? What were you listening to?
Mani: That's where me and Ian Brown and John Squire first met, on scooter rallies and what have you. We'd be banging to the Northern Soul, staying up dancing all night at some rally in Great Yarmouth or Ayr or the Isle of Wight or something, y'know? That was good stuff. I got to see people like Edwin Starr and Major Lance and all that. It was fuckin' amazing. And Geno Washington and people like that.

nota: ele adora lambretas.
:: andr� 02:24 [+] ::
...
:: quinta-feira, setembro 05, 2002 ::
Mani, sobre a participação de Kate Moss no último disco dos Primal Scream:

Can't be bad though, having supermodels coming in the studio?
Mani: Well, it's better than looking at Bobby Gillespie's arse, innit?

:: andr� 12:24 [+] ::
...
:: terça-feira, julho 16, 2002 ::
São os mortos quem governa. Repara só, homem, como nos impôem a sua vontade! Quem fez as leis? Os mortos! Quem fez os costumes a que obedecemos e que moldam e delimitam as nossas vidas? E os títulos de posse das nossas terras? Não foram os mortos que no-los legaram? Se um agrimensor traça uma linha, vai começar num canto marcado pelos mortos; e se alguém recorre aos tribunais sobre alguma questão, o juíz folheia os seus livros antigos até descobrir como os mortos a resolveram - e segue essa solução. E todos os escritores, quando querem dar peso e autoridade às suas opiniões, citam os mortos; e os oradores que pregam e discursam - não têm a boca cheia de palavras proferidas pelos mortos? Não há dúvida, homem, as nossas vidas correm por sulcos que os mortos cavaram com as unhas dos polegares!

M. Davisson Post, Uncle Abner
:: andr� 01:10 [+] ::
...
:: sábado, julho 13, 2002 ::
é agradável a vida do filho-da-puta? É certo que há filhos-da-puta que estão convencidos que levam uma vida agradável, filhos-da-puta normalmente preocupados em frequentar com assiduidade lugares de diversão e de recreio, no entanto, justamente porque estão preocupados em frequentar esses lugares, mesmo aí os filhos-da-puta não conseguem sentir aquela despreocupação que só conseguiriam sentir se não fossem filhos-da-puta. Se o filho-da-puta vai comer fora, passa o tempo lembrando outras comidas noutros lugares com outros filhos-da-puta, e desse modo come preocupadamente e preocupando os outros, lembrando que se pode comer melhor e que ele já comeu melhor. Se o filho-da-puta vai a um espectáculo, não vai para satisfazer uma necessidade de recreio e diversão, dado que o filho-da-puta não tem necessidades dessas; o filho-da-puta vai porque ir faz parte das suas ocupações, faz parte das suas obrigações de filho-da-puta, vai para mostrar que foi, que cumpriu a sua obrigação, e vai para ver, para controlar se os outros foram, se cumpriram a sua obrigação de ir aonde os filhos-da-puta entendem que se deve ir. O filho-da-puta vai e procura com os olhos e procura com os ouvidos os que acha que deviam ir, e preocupa-se com os que estão e com os que não estão, preocupa-se com o lugar em que estão os que estão e com o modo como estão, e preocupa-se com os que não estão, e pergunta sempre com ar admirado e levemente reprovador “se alguém não está”, “se alguém não esteve”, “se alguém faltou e porquê”, “porque faltou”, “em que ocupou o tempo”, quem não ocupou o tempo como o filho-da-puta entende que devia ter sido ocupado o tempo. Por isso, nos lugares de diversão e recreio, o filho-da-puta nunca se diverte realmente, nada o satisfaz verdadeiramente, tem sempre o que tem, e faz sempre o que faz, não tanto para se satisfazer, como sobretudo para mostrar que tem e que faz, o que tem e o que faz, a quem não tem e a quem não faz. E se assim é, uma vez mais tudo leva a crer que ser filho-da-puta não compensa. Ser filho-da-puta não é solução mas necessidade, um remedeio que atrasa a vida dos outros sem adiantar a própria, ou adiantando-a só aparentemente. E justamente por isso há não só filhos-da-puta a viver em palacetes como filhos-da-puta a morar em barracas; filhos-da-puta que nunca saem de casa com mau tempo e outros cuja missão os obriga a arrostar com todos os temporais; filhos-da-puta que prosperam a mendigar e outros que definham a dar a juros; e filhos-da-puta que fazem férias todo o ano e outros nunca. Na verdade, não há razão para ter inveja do filho-da-puta, mesmo porque a inveja é o quarto traço distintivo e identificativo do filho-da-puta. O filho-da-puta vive preocupado, roído de inveja; o desejo do filho-da-puta é que ninguém tivesse nunca nada de novo, de belo, de agradável, porque isso dá satisfação a quem o tem; que ninguém fizesse nunca nada de novo, de belo, de agradável, porque tudo isso o irrita, e tudo isso o irrita porque ele não é capaz de fazer nada disso. O filho-da-puta só é capaz de fazer o que é capaz de fazer um filho-da-puta, e por isso tudo quanto os outros fazem o inquieta e preocupa. Por isso também o filho-da-puta gosta de dizer mal de tudo quanto é novo, belo e agradável, gosta de dizer mal e de se pôr em dúvida, gosta de rebaixar, de destruir todo quanto é novo, belo e agradável, gosta de lançar a desconfiança, a suspeita sobre tudo quanto é novo, belo e agradável, gosta de abalar, de estragar, de não deixar fazer tudo quanto é novo, velo e agradável. O lema do filho-da-puta é que nada se perca, que nada se crie, que nada se transforme.

(...)

O filho-da-puta gosta sempre de rebaixar pela entoação que dá às palavras, pelo modo de insinuar, de olhar, pelo modo de pôr os pés no chão, de andar, de rir, de escarrar, de arrotar. Também há filhos-da-puta que evitam escarrar e arrotar, claro que também os há; esses, em compensação, preocupam-se tão excessivamente com a própria limpeza que há algo de repugnante do modo como utilizam o que chamam “bidé” após cada acto de defecar.

In, Discurso Sobre o Filho-da-Puta, de Alberto Pimenta.

:: andr� 19:13 [+] ::
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:: terça-feira, julho 09, 2002 ::
Can - Soon Over Babaluma

primeira impressão. primeira audição.

talvez o disco mais cool dos Can. Dizzy Dizzy criou um novo estilo de dança. oiçam-na e digam-me qual é, pois eu não consigo defini-lo.

e cheguei finalmente a 1974. mas ainda só estou em 74.
:: andr� 16:00 [+] ::
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:: quinta-feira, julho 04, 2002 ::
o blog está temporariamente suspenso. voltará à circulação habitual - habitual, antes de ter ficado amuado -, algures num dia deste mês. até lá, fiquem agarrados.
:: andr� 22:39 [+] ::
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